Quarta-feira, 06 de Setembro de 2006

Esta actividade inicia-se ás 10:00, na ETAR de Chelas, Estrada de Chelas, 113, Lisboa.

Esta actividade requer inscrição prévia, sendo o número de participantes limitados a 25!
Inscreva-se On-line Contacto:218160140 (das 09 às 16)

O Subsistema de Chelas (ETAR) serve, total ou parcialmente, 18 das freguesias da cidade de Lisboa. Está dimensionado para recolher e tratar 52.500 m3/dia de águas residuais urbanas, o que corresponde a cerca de 211.000 habitantes equivalentes.



O Subsistema é constituído pela ETAR Nereida (nome de uma das Tágides de Camões) e pelo sistema interceptor, que inclui cinco estações elevatórias, responsável pela recolha das águas residuais da zona baixa entre a Calçada do Grilo (Xabregas) e Alfama/Santa Apolónia. O Subsistema de Chelas é gerido pela Simtejo – Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão, empresa do Grupo Águas de Portugal e que tem como accionistas além da Águas de Portugal, as Câmaras Municipais de Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora, Mafra e Vila Franca de Xira. A Simtejo é a entidade responsável pela recolha em alta e tratamento dos efluentes produzidos nos concelhos acima referidos, atendendo perto de 1.500.000 habitantes numa área de cerca de 1000 km2.

A ETAR iniciou o seu funcionamento apenas com tratamento primário, seguido de desinfecção com cloro, em Dezembro de 1989. Em Março de 2001, a estação inaugurou uma linha de tratamento bastante diferente e completa, passando-se a dispor de um tratamento terciário de efluentes. A água sofre um tratamento destinado a garantir que a sua descarga no meio receptor se faz de acordo com a legislação em vigor, incluindo a remoção do azoto e a desinfecção final de toda a água tratada para poder ser reutilizada em fins de segunda linha (lavagem de ruas, rega de jardins...). As lamas produzidas durante o processo (que correspondem à poluição removida da água residual durante o processo de tratamento) são enviadas, após tratamento adequado, para valorização agrícola, onde irão ser usadas como fertilizante. De salientar que o tratamento das lamas permite a produção de electricidade, que é depois reutilizada na instalação, através da utilização do biogás produzido no processo de digestão anaeróbia. Há também uma grande preocupação em garantir que a ETAR, instalada dentro da cidade, não tenha um impacto negativo junto das populações vizinhas, pelo que todas as zonas onde existe a formação de maus odores estão confinadas e o ar aí retido é desodorizado antes de libertado para a atmosfera.
publicado por Ana Paula às 00:01
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